Joaninha
A andar de flor em flor
Calminha e redondinha
Faz da sua vidinha
Um bom exemplo de amor!
É vermelhinha e pretinha
Sobe aos caules de mansinho
Com ternura ela avança
Na vida tem muita esperança
Sem pressas... devagarinho!
Bem-vindos ao “Estórias de Bicharocos e Bicharada”, um blogue dos 7 aos 77 anos
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Etiquetas: Chimpanzés, Elefantes, Mamiferos, Maras, Tigres
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Etiquetas: Borboletas, Cães, Gatos, Mamiferos, Porquinho-da-índia
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- Ó mãe, mãããe!...... Mãe!!!....... Mãããããããããeeee!
- Pimpolha, filha, não grites! Não vês que estou a conversar com a vizinha?
- Mas mãe…
- Nem mãe, nem meio mãe. Acalma-te que estou a ter uma conversa muito importante com a D. Micas. Continue vizinha, estava a dizer que aqueles vizinhos novos são um bocado estranhos… Então… e porquê?
- Digo-lhe vizinha, são mesmo estranhos. Para já, embora tenham algumas semelhanças connosco… Bom, têm duas asas e duas patas, não é? Mas… são de outra cor, cinzentos… são mais baixinhos… Não sei, não me agradam… são diferentes.
- Hum… realmente, quando aqui chegaram reparei que têm uma forma diferente de voar da nossa, retraiem o pescoço e batem as asas lenta e pesadamente. Ao longe até me assustaram, cheguei a pensar que seriam águias e temi pelos nossos pequenotes.
- Sabe, é nestas alturas que fico contente por viver num condominio como o nosso, afinal em cada ramo temos um vizinho, a proximidade faz-me sentir mais segura. Mas agora com aqueles vizinhos estranhos… diferentes!... não sei, não.
- Ó mãe quando é que o pai chega do trabalho?
- Lá estás tu a interromper! Não sei Pimpolha. Foi levar um lindo bebé a um casal de humanos lá para cima, para os lados de Guimarães e concerteza vai chegar muito tarde.
- Sabe vizinha, encontrei o seu marido precisamente quando ele ía a sair. Coitado, estava a queixar-se que o bebé era muito pesado, um rapagão bochechudo mas tão bonito e tão cutchi-cutchi-cutchi!
- Já disse várias vezes ao meu Manéli, “Manéli tens de te reformar, já não tens saúde para isto homem”. Mas ele responde que não há nada que o faça mais feliz do que ver a felicidade estampada na cara de cada casal a que ele entrega um bebé. E quando são dois? Ele diz que até chora de comoção! Ái, ái, é assim o meu Manéli, um sentimentalão! Tem um coração do tamanho do mundo!
- Mãe, estive a falar com os vizinhos novos.
- O quê Pimpolha?!! O que é que já te disse sobre falares com estranhos? Nunca faças isso, podem enganar-te com conversas matreiras e fazer-te mal. Não quero dizer que todos os estranhos sejam maus, mas é preciso ter cuidado. Repito, és muito pequenina e podes ser facilmente enganada.
- Mãe, não te preocupes, estava lá também o Sr. Nónio. Aliás, foi ele que conversou com os vizinhos novos, eu fiquei a ouvir.
- Ah, assim fico mais descansada.
- Sabes, eles não entregam bebés como nós.
- Não?!!!
- Não.
- Eu bem digo vizinha, são mesmo estranhos!
- Não são, não! Mãe, D. Micas, as garças são um bocadinho diferentes de nós mas são muito, muito simpáticas. Elas contaram que andam de condominio em condominio a ver se existe alguém que precise de ajuda, como por exemplo, uma cegonha que já não possa voar, e trazem-lhe peixinho para comer. E mais, recrutam outras aves para ajudar também. Assim, quando se vão embora, fica alguém a tomar conta dessa cegonha.
- Ahhh, e eu que pensava que mais ninguém tinha um coração tão grande como o meu Manéli!
- Pois é mãe, pois é D. Micas, não devemos recear e julgar quem é diferente de nós, de outro tamanho, de outra cor… Primeiro devemos saber como realmente são!
- E não querem ver que tenho uma filhota que sabe dar bons conselhos! Tenho muito orgulho de ti, minha Pimpolha!
- Isso quer dizer que hoje posso repetir a sobremesa? Posso, posso?
- Não abuses!… hehehe
Queres saber mais sobre as aves que participam nesta estória? Então vai ver:
Cegonha-branca:
http://www.avesdeportugal.info/ciccic.html
Garça-real:
http://www.avesdeportugal.info/ardcin.html
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Etiquetas: Aves, Cegonhas, Garças-reais
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Etiquetas: Aves, Ostraceiro
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Etiquetas: Abelhas, Aves, Borboletas, Macros
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Etiquetas: Aves, Pernilongos
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Etiquetas: Caranguejo
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Uma população inteira de lebres permanecia em intenso burburinho à beira do rio. Os assobios e guinchos ecoavam por todo o vale e o som chegava às restantes populações que eram atraídas pela curiosidade até ao local. Metade da população desconhecia o ocorrido: a lebre Alpina, filha de um conceituado casal humilde com muitos filhos e considerada pelos habitantes do vale como uma aberração da sua espécie, desaparecera sob olhares atónitos de forma inacreditável, simplesmente caminhando sobre as águas do rio como se do solo se tratasse, até o vulto se diluir pelas brumas do fim da tarde.
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