Bem-vindos ao “Estórias de Bicharocos e Bicharada”, um blogue dos 7 aos 77 anos

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Joaninha


É tão linda a joaninha
A andar de flor em flor
Calminha e redondinha
Faz da sua vidinha
Um bom exemplo de amor!

É vermelhinha e pretinha
Sobe aos caules de mansinho
Com ternura ela avança
Na vida tem muita esperança
Sem pressas... devagarinho!




Texto de Lenita Nabais (Todos os direitos de autor reservados)

sábado, 12 de setembro de 2009

A árvore que vivia triste



No bosque encantado existia uma árvore que vivia muito triste, porque dos seus galhos nunca uma flor brotou. Só folhas!

Uma abelhinha aproximou-se dela cantando:

- Zumm... zumm... zumm... Que árvore feia! Só tem folhas! E as flores, onde estão?
Amiga Zézé, o que vamos fazer?

Aí a amiga que a acompanhava continuava calada e a observar. Eis, então, que afirmou:

- Aqui não fico, pois preciso levar um pouco de mel para a minha colmeia.

Vocês sabem o que é uma colmeia? É a casinha das abelhas. É ali que elas moram e fabricam o mel, que é um óptimo alimento.

As abelhinhas são muito trabalhadoras pois retiram o néctar das flores, depois levam-no para a colmeia e ali o depositam. Hoje, amanhã, depois... E vão formando o mel tão saboroso.

Digam-me lá, vocês já provaram um favo de mel? Hum! Como é gostoso!

Bem, voltemos à nossa história.

A abelhinha continuou a dizer:

- Como esta árvore não tem flores, vou-me embora.


Chegou em seguida uma linda borboleta e, voando em torno da árvore, comentou:


- Como é triste esta árvore! Não tem nenhuma flor! As flores é que alegram a vida.


Vocês sabiam que as borboletas põem ovinhos nas folhas das plantas, e desses ovinhos nascem uma porção de lagartas que um dia se transformam de novo em lindas borboletas?
Como é maravilhosa a natureza!


Vieram também alguns passarinhos, mas não gostaram de fazer os seus ninhos na árvore sem flores, por isso também eles não ficaram lá.

A noite já começava a espreitar, quando de repente um menino se aproximou da árvore e disse:

- Estou tão cansado que vou deitar-me debaixo dessa árvore.

Deitou-se e dormiu. A árvore, no seu silêncio, pensou: "Como ele está cansado... Deve estar sentindo frio! Vou derrubar as minhas folhas sobre ele, para lhe servirem de agasalho, assim ele ficará quentinho".

Quando amanheceu, o menino acordou e disse admirado:

- Tantas folhas. Dormi tão bem! Como esta árvore é boa e generosa! Agasalhou-me com as suas folhas! Vou agradecer-lhe.

Pensou, pensou e pensou... Lembrou-se, através dos seus poderes mágicos, de a transformar na árvore mais bela e alegre do bosque.

Virou-se para a árvore e disse- lhe:

- De hoje em diante, dos teus galhos brotarão flores multicores, para que todos se sintam felizes e tu também passes a sentir-te bem contigo própria.

E a magia aconteceu. A árvore ficou linda, vestida com muitas cores.



Voltaram as abelhinhas, a borboleta e os passarinhos, e todos disseram:

- Como estás bonita, perfumada e alegre! És a árvore mais linda que existe! Viremos sempre visitar-te!

E como todos estavam contentes, cantaram junto das formosas flores.

Texto de Teresa Escoval (Todos os direitos de autor reservados)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bichinhos brincalhões


Não sei se sabes rimar,
mas sei que podemos brincar
entre os teus braços e o meu olhar
juntos vamos nesta flor cantar!

À cabra-cega ou às escondidinhas
jogos de sempre e histórias de encantar
convido-te para com as tuas pintinhas
na roda te juntares e comigo dançar!

















Somos bichinhos de mil cores
numa fábula queremos entrar.
Afastamos aos pulos todas as dores
pois o que queremos é amar.

Assim aqui vivemos e sorrimos
em comunidade familiar
se és um dos verdadeiros amigos
contigo sabemos que podemos contar!


















Texto de Carla Marques - Blogue: Palavras em desalinho (Todos os direitos de autor reservados)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lenga-lenga para uma aranha (II)

Tece a teia na aldeia
uma aranha muito feia.
Balanceia, papagueia
e come papas de aveia.
Na areia se bronzeia
até ser hora da ceia.
Quando vê a lua cheia
ela passeia à boleia.
Se pensa comer geleia
toda ela se maneia.
Esta aranha muito feia
que vive na nossa aldeia
quase nunca se penteia.
Seria uma boa ideia
ir visitar a colmeia
e de abelhas a ver cheia.
Mas não sai da sua teia
e se falo ela rabeia
e as patas esperneia.
Na aldeia tece a teia
uma aranha muito feia.


Texto de Luísa Azevedo - Blogues: banana ou chocolate? e Pin-Gente (Todos os direitos de autor reservados)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Lenga-lenga para uma aranha (I)


Bela aranha vem de Espanha,
amarela e não castanha.
Uma teia emaranha,
no meio daquela lenha.
Sopra o vento na montanha
e mais a aranha se empenha.
Vem de Espanha a bela aranha
e uma teia desenha.
Uma mosca logo apanha
que parece um pouco estranha.
O bicho se emaranha,
na bela teia da aranha.
Agora que se amanha
já não quer voltar a Espanha.
Fica cá a bela aranha
mais ninguém lá a apanha.


Texto de Luísa Azevedo - Blogues: banana ou chocolate? e Pin-Gente (Todos os direitos de autor reservados)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Lilly – O porto que fica para além da poesia (continuação)...


Lilly, a pequenina louva–a–deus, voava alegremente num céu de flores coloridas quando, de repente, um portão gigante lhe vedou o caminho.

Curiosa, espreitou! Os seus olhinhos reluzentes encheram–se de vida. “Que lugar magnifico!”. “Que jardim encantador”. “Que palavrinhas tão deliciosas para eu saborear, lentamente, ao serão”.

As suas asas encheram–se instantaneamente de brilho e Lilly, pegando no seu pincel imaginário, pintou–as em tons de festa.

Aproximou–se, destemida. O portão estendeu os seus braços levemente enferrujados e cumprimentou carinhosamente Lilly, oferecendo–lhe uma raríssima tulipa amarela recheada a rum e chocolate.

O cheiro a Primavera perfumou o seu elegante vestido e Lilly bateu, harmoniosamente, as asas deixando–se levitar. Dançou, incansável, ao som de lírios multicolores; cantou, melodiosamente, ao ritmo adocicado da sua harpa de algodão–doce que, lentamente, desfiava as notas (musicais) que saltavam da batuta do dócil maestro – o endiabrado esquilo tenor.

Lilly estava feliz! “Sim” “Ficarei aqui” “Este será o meu novo habitat”, pensava ela, enquanto todos os bicharocos do blogue a aplaudiam encantados. Adoravam Lilly – este ser mágico, irrequieto e cheio de alegria que tanta vida trouxe a este espaço.

Lilly sonhava acordada: já se imaginava a construir os pequeninos canteiros de flores que embalariam tanta poesia, tantas palavras soltas, envoltos em sabores e cores sem fim, construindo um verdadeiro puzzle de emoções.

Lilly agradecia, compassadamente, os aplausos e dando azo a tamanha alegria teceu um bailado impregnado de rara beleza: as suas elegantes asas cobriram–se de lantejoulas cor de champanhe e quando, no ar, delicadamente esvoaçavam polvilhavam o céu de pequeninas estrelas cintilantes.

À medida que as estrelinhas desciam Lilly acompanhava–as, suavemente, e conduzia–as ao lugar que, cada uma delas, ocuparia no blogue para que, a sua luz resplandecente, acompanhasse a leitura atenta de todos aqueles que, por aqui, quisessem passar.

Texto de Carla Alves - Blogue: Velas ao Vento (Todos os direitos de autor reservados)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Dona Aranha e sua teia

Dona Aranha fez a teia,
esqueceu-se do telhado.
É uma bonita renda,
de um só fio entrelaçado.

Muito trabalha a senhora!
Tece o fio que produz.
A teia fica invisível,
quando não lhe bate a luz.

Muito leve e transparente,
para que ninguém a veja.
É assim que ela apanha,
a comida que deseja.

Não julguem que ela é má!
Tem mesmo que o fazer.
Apanha alguns bichitos,
senão não tem que comer.

E depois há os filhotes,
que tem que alimentar.
Boa mãe é esta aranha
e seus filhos quer mimar.

Tem umas patinhas finas,
para não colar na teia.
Esconde-se num cantinho
e espera a sua ceia.

Fez longos metros de seda.
Trabalhou a noite inteira.
Pois agora bem merece
descansar desta canseira.

Texto de Luísa Azevedo - Blogues: banana ou chocolate? e Pin-Gente (Todos os direitos de autor reservados)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lilly – O porto que fica para além da poesia...



Lilly, a esbelta louva-a-deus, folheava o jornal matinal quando, de repente, o seu olhar se fixou numa apelativa imagem que ilustrava um anúncio não menos aliciante: “Estórias de Bicharocos e Bicharada – Um blogue dos 7 aos 77 Anos”!

Os seus olhos reluziam, impregnados de um entusiasmo crescente, e as ideias atropelavam–se, freneticamente, no seu cérebro ávido de experiências por realizar…

Foi uma manhã calma na Biblioteca Municipal: numa mesa, um pequeno grupo de estudantes – caras risonhas, jeans desbotados, mochilas coloridas, cabelos espetados envoltos num gel brilhante; ao fundo, um homem de meia-idade, fato cinzento, gravata escura, os óculos colados a uma vasta pilha de revistas empoeiradas e, frente ao enorme vitral que abraça a ampla sala, uma secretária exemplarmente organizada na qual Lilly, a bibliotecária, se encontrava envolta nos seus pensamentos sob o som de um teclado ritmado.

O velho relógio bateu as doze horas. A sala estava vazia. Lilly apressou–se a correr as persianas, arrumou uns livros que, delicadamente, foram devolvidos por um grupo de crianças que, entretanto, se fizeram acompanhar da professora primária para seleccionarem o Conto da Semana – um projecto de leitura que Lilly, apaixonadamente, acompanha…

A rua está semi–deserta. A chuva cai, compassadamente, e o frio obriga Lilly a calçar umas luvas que, não fosse a sua destreza habitual, a impossibilitariam de segurar, com ternura e firmeza, a fotografia que recortara do jornal, hoje de manhã.

Os seus olhos astutos procuram o número 17 – a casa da Helena, a proprietária do blogue – esse blogue que a impediu de se concentrar, no seu trabalho, toda a manhã. O vento tenta, em vão, arrancar–lhe a fotografia que, colada ao peito, impele Lilly para um portão em ferro, tons de musgo, e abre portas a um magnifico jardim.


Lilly bate à “porta”. O seu coração dispara aceleradamente e, por breves instantes, pensou recuar, deixar para trás o seu velho sonho de infância. Mas, apesar do nervosismo contagiante, Lilly esperou impacientemente até que o portão se abriu:

Verde intenso, flores multicolores, borboletas acetinadas, um forte cheiro a jasmim recebem Lilly. Os rouxinóis cantam e o sol… A magnifica luz que ilumina este espaço contrasta com o Inverno que se faz notar, lá fora…

Ao longe, Helena, a anfitriã aguarda Lilly. “Sim”, pensa ela, “É perfeita!”. “Lilly será a nova contadora de histórias deste jardim”.

Texto de Carla Alves - Blogue: Velas ao Vento (Todos os direitos de autor reservados)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Abelhinha comilona



Poiso aí e poiso ali,
poiso além e acolá,
vim poisar nesta flor
para ver o que aqui há.



Um pouquinho deste lado
do outro lado talvez
estou a comer muito pouco
vai ficar p'ra outra vez.



Tantas outras cá estiveram,
já pouco resta para mim,
sou a abelhinha comilona,
desculpem, eu sou assim.

Texto de Rui J. Santos - Blogue: altosvoos (Todos os direitos de autor reservados)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Borboleta Gulosa


É tão bom ser BORBOLETA
Estar poisada numa flor
Colorida como o arco-íris
Irradiando Paz e Amor!

Sou uma BORBOLETA alegre
Uma linda mariposa
Tenho asas e leveza
Vejo o Mundo cor-de-rosa!

Sugo o doce e puro néctar
Desta flor tão apetitosa
Tão vistosa e perfumada
E confesso que "SOU GULOSA"!

É tão bom ser BORBOLETA
Voar e ter liberdade
E brincar com as CRIANÇAS
Colorindo a sua idade!

Texto de Lenita Nabais (Todos os direitos de autor reservados)


A Lenita é uma pessoa como a borboleta aqui representada, linda por fora e um doce por dentro!
Parabéns amiga por mais uma velinha que hoje acrescentaste ao bolo da tua vida!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

De amarelo vou voar



alguma vez te contei que gosto de amarelo?
e eu alguma vez te disse o bem que me fazes quando poisas no amarelo das minhas pétalas?
sim, dizes-me sempre isso!
também tu me dizes sempre que gostas de amarelo!
as tuas pétalas baloiçam ao vento... é bom!
é a minha forma de voar... de sentir a brisa e por ela me deixar embalar.
não sabia que as flores voavam!
eu voo... para te baloiçar nas minhas asas.
nas tuas asas?!
sim! repara como são finas as minhas pétalas. vê como flutuam ao vento... se eu fechar os olhos deixo-me levar, vou voar... voar... voar!
se eu fechar os olhos... vais voar!

Texto de Luísa Azevedo - Blogue: Pin-Gente (Todos os direitos de autor reservados)

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